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Você se firmou como uma grande intérprete
do personagem "Violetta" da ópera
"La Traviata" de G. Verdi. Como
foi isso?
Era um dos meus
sonhos vivenciá-la. Esse papel eu
interpretei inicialmente na Itália,
no Teatro Pergolesi de Jesi e para essa
ocasião mergulhei profundamente em
tudo o que me fizesse compreender Violetta
psicologicamente, porque certamente refletiria
na interpretação cênica
e vocal. Considero este um dos personagens
femininos mais complexos e por isso mais
fascinantes e intrigantes. Exigiu muita
dedicação e cuidadosa preparação
técnica e vocal, condição
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fundamental para interpretar visceralmente esse
personagem. Depois fui Violetta, em teatros da Lombardia
e nos Municipais de São Paulo e Rio de Janeiro.
"João
e Maria" foi, sem dúvida, uma produção
de relevo na história do Theatro Municipal
de São Paulo e nas carreiras dos intérpretes
desta obra. Qual o segredo do sucesso? E qual
a importância de interpretar um papel numa
história voltada principalmente para o
público infantil?
O segredo do sucesso foi o trabalho individual de
cada um somado ao trabalho de equipe com a supervisão
de um maestro exigente e detalhista como Jamil Maluf,
direção criativa de Flavio de Souza,
todos os artifícios explorados por Fernando
Anhê e seu Grupo Imago e um elenco talentoso
de cantores. Na preparação do personagem
Maria usei vários recursos para reencontrar
a criança dentro de mim. Resgatei muitas
lembranças e sonhos de infância, reli
livros infantis, vi muitos desenhos como Cinderela,
Branca de Neve, filmes fantasiosos e tantos outros
itens que me ajudaram a reencontrar a espontaneidade
e a inocência da criança, fatores que
esquecemos com o passar dos anos. Além disso,
desenvolvi a habilidade de movimento sem deixar
que interferisse no rendimento vocal. Pela resposta
do público acho que o resultado do trabalho
foi muito positivo e certamente consegui atingir
o objetivo de ser convincente num papel infantil
para as próprias crianças, condição
para mim, fundamental.
Você brindará o público
paulista com duas apresentações
do "Requiem" de Fauré no
final de maio. Como será trabalhar
com essa grande orquestra que é a
OSESP?
Em 2000, tive o
grande prazer de trabalhar com esta maravilhosa
orquestra, sob a regência, naquela
ocasião, de Roberto Minczuk. Desta
vez tenho o privilégio de trabalhar
com o maestro John Neschling, em uma obra
que considero belíssima e emocionante.
Tenho certeza que será mais um trabalho
significativo na minha carreira. |

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E o que vem pela frente? Quais as próximas
oportunidades para assisti-la?
Tenho concertos com orquestra na Alemanha em junho
próximo e outras apresentações
pendentes por lá que ainda são sigilo,
a confirmar. No Brasil, em novembro, Contos de Hoffmann
de Offenbach interpretando a boneca Olímpia.
É sempre uma felicidade poder atuar no meu
país e espero que continue sempre assim,
tendo belas ocasiões para poder mostrar e
dar ao público o melhor de mim.
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