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A soprano americana Anna Moffo (nascida em 27 de junho, de 1930 ou 1932; falecida em 10 de Março, 2006) foi uma cantora atuante principalmente na década de 60.
Durante sua carreira, Moffo foi muito admirada pela pureza de sua voz e por sua grande beleza.
Moffo nasceu em Wayne, Pennsylvania, nos EUA. Depois de se graduar na Radnor High School,
foi-lhe oferecida a oportunidade de ir a Hollywood fazer filmes, mas isso foi descartado porque sua intenção era tornar-se monja. Entretanto, ela ganhou uma bolsa de estudos para o Curtis Institute of Music na Philadelphia e foi estudar com Madame Eufemia Gregory, a irmã de Dusolina e Vittorio Giannini.
Em 1955, ela venceu a Young Artists Audition e ganhou uma bolsa integral para o Conservatorio
di Santa Cecilia em Roma, na Itália. |
Moffo debutou em 1955 como Norina na ópera Don Pasquale de Donizetti, em Spoleto. No ano seguinte, ela apareceu numa produção para a televisão de Madama Butterfly, dirigida por Mario Lanfranchi, um produtor da RCA Victor e RAI, com quem ela se casou em 8 de dezembro de 1957.
Naquele ano, ela também fez seu debut no La Scala, no Salzburg Festival e também no Vienna State Opera ná ópera Falstaff , de Verdi (regida por Herbert von Karajan). No final da década de 50 ela já tinha cantado nos principais teatros da Itália. Ela continuou a aparecer em Vienna até o início dos anos 70, cantando Gilda no Rigoletto de Verdi, Manon, de Massenet, Marguerite no Faust, de Gounod, Micaela na Carmen de Bizet, Mimì em La Bohème de Puccini e Violetta na La Traviata de Verdi.
Moffo debutou nos Estados Unidos no Lyric Opera of Chicago em 1957, como Mimì em La Bohème; seus outros papéis com a companhia no restante dessa temporada
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e na seguinte foram Philine em Mignon, Susanna, Lucia, Nannetta, Liù, Gilda e Lauretta em Gianni Schicchi. O San Francisco Opera recebeu-a em 1960, com Mimì mais uma vez sendo o papel de seu debut, seguido por Amina em La Sonnambula, Lucia e Violetta. Mas a "casa" de Moffo nos Estados Unidos sempre foi o Met, onde ela chegou em 1959, como Violetta. O crítico Louis Biancolli elogiou calorosamente o debut da jovem de vinte e sete anos de idade no The World Telegram and Sun, dizendo, “Ela tem a marca e a resistência de uma estrela”
Violetta tornou-se seu papel principal com esta companhia; ela cantou oitenta performances da cortesã de Verdi em Nova Iorque e em tounée. (Somente Licia Albanese, com oitenta e sete performances, cantou mais Violettas no Met do que Moffo.) Em 1966, a Violetta de Anna Moffo foi a peça central de uma luxuosa nova produção de Traviata do Met, apresentada pela companhia em sua primeira
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temporada no Lincoln Center, com direção de Alfred Lunt e figurinos suntuosos de Cecil Beaton acarretando um encaixe perfeito entre sua interpretação sensível e inebriante e sua grande beleza. Foi um choque: o visual de modelo de Moffo, vestida com roupas desenhadas por Beaton, rapidamente adquiriu status de ícone na imprensa de Nova Iorque. A companhia programou 29 apresentações da Traviata de Lunt–Beaton em sua primeira temporada; Moffo cantou vinte e duas delas. Outros papéis particularmente simpáticos a Moffo durante sua carreira no Met foram Lucia, Marguerite em Faust, Liù e Manon de Massenet, este último em uma memorável produção de Günther Rennert em 1963. Moffo cantou por toda a Europa na década de 60 — Gilda no |
Covent Garden, Violetta em Berlin, outros personagens lírico-coloratura em Hamburg, Vienna, Salzburg e Milão — mas manteve o Met como a base de sua vida profissional. Sua última aparição com a companhia foi como Violetta, em 1976, embora ela tenha retornado ao palco do Met em 1983, para cantar “Sweethearts” na Gala de 100 anos da companhia, junto a Robert Merrill, seu colega por toda a sua vida no Met.
Moffo gravou prolificamente em sua prematura carreira, primeiro com a EMI e depois com a RCA; uma crise vocal na metade da década de 70 encurtou sua atividade de gravações, bem como suas aparições em óperas (que era eventualmente, resumida ao básico). Suas gravações pela RCA de La Traviata e Rigoletto, já relançadas em CD, mantém seu status clássico, e suas performances em estúdio como Luisa Miller, Mimì, Musetta, Nannetta e Susanna (as últimas três pela EMI) mantiveram-se incomumente convincentes. A boa aparência de Anna Moffo e seu elevado senso de estilo tornaram-na natural para a televisão, onde ela foi uma atraente embaixatriz para a ópera durante toda a década de 60. Seus filmes incluem versões de La Serva Padrona, La Traviata, Lucia di Lammermoor e Die Csárdásfürstin, bem como Una |

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Storia d’Amore, Concerto per Pistola Solista e The Adventurers.
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O casamento de Moffo com Lanfranchi terminou em divórcio. Ela cosou-se novamente com Robert Sarnoff, antigo presidente da RCA, em 1974; seu último casamento até a morte dele, em 1997. Após ter diminuído a freqüência de seus compromissos como cantora, a soprano manteve suas atividades no mundo da música como membro do conselho da Bagby Foundation for the Musical Arts, The Licia Albanese-Puccini Foundation, Opera Orchestra of New York e The New York Festival of Song, bem como do Metropolitan Opera Guild. Uma persuasiva e elegante apresentadora, Moffo foi presença freqüente nos programas públicos do Guild, sempre disposta a emprstar sua imagem para eventos que promovessem os interesses da ópera, e no Met, até mesmo quando sua batalha |
contra o câncer já não permitia que sua aparência fosse tão bela.
Apenas dois meses antes de sua morte, Moffo apareceu comentando o Tributo
a Risë Stevens no "Jazz at Lincoln Center's Rose Theater", pelo Opera News, falando calorosamente a respeito da mezzo, a quem chamou de “um de meus ídolos.” Entretanto, o aumento da necessidade de conservar sua energia era aparente aos seus colegas de bastidores, uma vez que subia ao palco, Moffo era vibrante, graciosa e divertida — uma definição de total profissionalismo e de real beleza.
Anna Moffo faleceu de um colapso após lutar durante mais de dez anos contra um câncer de mama.
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