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Quem são os integrantes da Cyclophonica
e qual a sua formação?
A Cyclophonica
tem o privilégio de contar com um
grupo bem diversificado de profissionais,
de distintas referências musicais.
Na primeira formação, incluía
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compositor, flautista e professor de composição,
harmonia e estética Pauxy Nunes Filho e o
também flautista Afonso de Oliveira, ambos
professores da Escola de Música da UFRJ.
Atualmente, é formada pelos seguintes membros:
Leonardo Fuks:
diretor e oboísta , engenheiro mecânico,
inventor de instrumentos e professor de Acústica
Musical e Fisiologia da Voz da UFRJ, mestre em
engenharia de produção pela COPPE-UFRJ
e PhD em Acústica Musical pelo Instituto
Real de Tecnologia da suécia, tendo tocado
na Orquestra Sinfônica do Paraná
e Teatro Municipal do Rio de Janeiro, entre outros;
Sérgio Magalhães: flautista
e saxofonista de formação popular,
artista plástico graduado pela UFRJ, especialista
em saúde pública e funcionário
da Fiocruz;
Manoela Marinho:
cavaquinhista, violonista e educadora musical,
tendo estudado na Uni-Rio;
Fernando Ariani:
compositor, regente, pianista, educador musical,
mestre em composição pela UFRJ,
tendo se especializado em música para cinema
e
vídeo em Los Angeles, Califórnia;
Cosme Silveira:
fagotista da Orquestra Sinfônica Nacional,
com cursos em Viena, Áustria, bem como
a graduação em clarineta pela Uni-Rio;
Denise Padilha:
flautista, atriz, engenheira e cantora lírica;
Sérgio Naidin:
percussionista da Orquestra do Teatro Municipal
do Rio de Janeiro e professor da Escola de Música
UFRJ, mestre em música pela
Universidade de Londres, Inglaterra;
Sheila Zagury:
pianista com formação erudita, popular
e jazística, professora de piano e percepção
da Escola de Música da UFRJ, mestre em
música pela Uni-Rio, tendo realizado estudos
musicais em Paris e Londres.
Quais
os instrumentos utilizados e as formas de tocar
empregadas?
| Segundo
o código de trânsito brasileiro,
toda bicicleta deve estar obrigatoriamente
equipada com uma buzina. Portanto, todo
ciclista é um instrumentista em potencial.
Apitos, buzinas de todo tipo (de palheta,
percussão, atrito, eletrônicas,
elétricas) e sinos fazem parte do
arsenal dos músicos, além
de flautas, clarineta simplificada, oboé
e fagote plásticos, trombones de
mangueiras de jardim, tambores, cítara
nordestina e até um Didjeridú,
instrumento dos aborígenes australianos,
um dos mais antigos do mundo. Devido às
limitações impostas pela bicicleta,
e mesmo para evitar acidentes, os instrumentos
só podem ser
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controlados com uma mão livre, sendo que
sempre que necessário o ciclofonista pode
reassumir o guidão com ambas as mãos.
Ainda assim cyclophonica já reuniu um acervo
de mais de 40 instrumentos e está continuamente
acrescentando e desenvolvendo novos. Os instrumentos
são usados criteriosamente, de acordo com
as partituras. O improviso acontece num contexto
organizado, com movimentos ensaiados e coreografia
que aproveitam ao máximo a competência
de cada instrumentista.
Um aspecto importante, também de interesse
para neurologistas, é o fato de que é
possível tocar em qualquer andamento e andar
de bicicleta em qualquer outro. Portanto, o movimento
das bicicletas é totalmente desacoplado ao
ritmo musical, ao contrário do que ocorre
com uma banda marcial. Os sons da cidade também
não são problema para a Cyclophonica,
pois como observa Leonardo Fuks: "Também
procuramos interagir com os sons que vão
ocorrendo. Se passa uma moto, ou um pásssaro,
não reclamamos do som, dialogamos com ele.
Já encontramos britadeira, animais nos seguiram".
O
que foi a "Reciclagem sobre Rodas Bikeanas
2001"?
A Cyclophonica foi honrosamente convidada pela coordenação
da XIV Bienal de Música Contemporânea
de 2001 para participar do seu concerto de
encerramento. Entretanto, não possuía
nenhuma obra estritamente contemporânea ou
adequada para a ocasião. Leonardo Fuks teve
uma "inspiração": anotou
os nomes dos compositores que se apresentariam na
segunda parte do programa daquela noite, quase todos
amigos de membros do grupo, ligou para cada um deles
e lhes solicitou a autorização para
o uso de
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uma página e dos próprios
solistas de suas obras. Os compositores
Chico Mello, Tato Taborda, Roberto Victório
e Lau Medeiros topara mde imediato esta
solicitação, assim como seus
músicos. A assim, após um
dia de estréias musicais, a Cyclophonica
surgiu com a Reciclagem sobre Rodas Bikeanas
2001, que fazia
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uma bem-humorada retrospectiva em tempo real daquele
mesmo concerto, utilizando os temas "pops"
das Bachianas 2 (Trenzinho do Caipira) e o da Bachianas
5 como um leitmotif entre as obras.
Quais
os principais eventos da Cyclophonica?
A Cyclophonica já participou de dezenas de
eventos nestes anos, podendo ser destacadas a já
mencionada Bienal de Música Contemporânea
em 2001,
espetáculo na Estação Central
do Brasil (2003), concertos na Lagoa Rodrigo de
Freitas, na Escola de Música da UFRJ- 2002,
Concerto na Praça Paris (RJ)
em 1999, Performato no Espaço Sérgio
Porto-2001, documentários para a STV/Sesc
Senac (Balaio Brasil) e as TVs norte-americanas
Univision e Telemundo, Programa do Jô (julho
de 2002), Cyclophonia no Espaço- Museu do
Universo do Rio de Janeiro- 2001, Eventos no Centro
Cultural do Banco do Brasil - 2000 , e reportagens
nos principais jornais e tevês brasileiros.
Internacionalmente, a Cyclophonica já foi
matéria das duas maiores agências mundiais:
Reuters e Associated Press. Em outubro de 2002,
a Cyclophonica foi tema de seminários, apresentações
e workshops nos Estados Unidos, com a presença
seu diretor, a convite da Universidade de Maryland-
Frostburg. A seguir, alguns links com notícias
sobre a Cyclophonica (basta clicar no nome em negrito
para entrar na página).
Pedalando
e tocando [ 05.Jul.2001 ] de Helena Aragão
Entrevista
no programa do Jô apresentada em 23/05/2002
Jornal
do Brasil de 18 de Agosto de 2001
Reportagem
de DAVID DISHNEAU, Associated Press
Onde
poderemos assistir a Cyclophonica?
| Neste
mês de julho de 2003, a Cyclophonica
tocará no Campus da Universidade
Estadual de Maringá no dia 4, a convite
da reitoria e por acasião do reinício
das aulas; no aniversário da cidade
de Volta Redonda, em 17 de julho e na abertura
do I Festival de Música do Vale do
Café, em Vassouras, em 20 de julho.
No momento, a Cyclophonica está concebendo
e produzindo seu primeiro espetáculo
a ser
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apresentado em teatro, inspirado na obra de Marcel
Duchamp
(o criador do Ready-Made) e na composição
de Mussorgsky "Quadros de Uma Exposição":
uma grande instalação com objetos
Ready-Made sonoros e móveis,
conectados musicalmente com variações
do tema "Promenade", daquela obra, e com
peças musicais especialmente escritas por
sete compositores contemporâneos convidados.
Em 2004, está prevista a realização
de um concerto Cyclophonico no Japão, na
cidade de Nara, durante congresso internacional
de acústica, com membros locais e brasileiros,
dependendo ainda de apoio financeiro.
Para contatos e maiores informações,
a Cyclophonica possui o
e-mail : cyclophonica@ig.com.br
e o
site em construção:
www.cyclophonica.hpg.com.br
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