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Elayne Casehr (soprano)

Elayne Casehr é natural de Goiânia. Bacharel em Canto pelo Instituto de Artes da Universidade Federal de Goiás, premiada no 7º Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas, no I Concurso Nacional de Canto Edmar Ferretti, no II Concurso Nacional de Canto Lírico realizado pela Funarte e no Concurso Nacional de Canto “Cidade de Araçatuba”- SP. Tem se destacado em concertos com grandes orquestras e também em óperas, como "As Bodas de Fígaro" (W.A.Mozart) interpretando a personagem "Condessa" com récitas em Ribeirão Preto, Campinas, Americana entre outras, junto a Orquestra de Americana, sob a regência do Maestro Parcival Módolo. Foi uma das quatro pagens da Ópera “Lohengrin” (R. Wagner) junto à Orquestra Sinfônica Municipal e Coral Lírico de São Paulo sob a

regência do Maestro Ira Levin. Participou das Vesperais Líricas do Theatro Municipal de São Paulo nas óperas: Bodas de Fígaro (Mozart), Átilla (Verdi), La Boheme (Puccini), Carmen (Bizet), L’enfant Prodigue (Debussy) entre outras.


Guia Erudito: Como foi o início de sua carreira?

Elayne Casehr: Bem , desde muita nova eu sempre gostei de cantar e comecei cantando em pequenos grupos corais , com o passar dos anos optei em fazer o Curso Superior de Canto em Goiânia, minha cidade natal onde me formei, participei de muitos cursos de verão aqui no Brasil , sempre realizando obras como solista. Mas meu primeiro trabalho remunerado foi como solista da missa em Do maior de Beethoven junto a Orquestra Filarmônica de Goiânia sob a regência do maestro Carlyle Weiss dos Estados Unidos.Desde então não parei mais!



G.E.: Qual a importância da sua vinda para São Paulo? O que isso representou na sua carreira?

E.C.: Tive muita sorte em vir para São Paulo e vim logo que me formei. Isso representou um impulso na minha vida e na minha carreira , aqui a gente encontra grandes oportunidades de trabalho,de conhecimento, amadurecimento e aperfeiçoamento profissional. Temos contato com grandes professores , assistimos excelentes concertos onde temos a oportunidade de ver cantores internacionais se apresentando e a gente sempre aprende muito com todas essas experiências.



G.E.: Você tem um repertório sinfônico bastante vasto, tendo se apresentado com diversas orquestras brasileiras, sob regência de grandes nomes. Qual, ou quais aqueles que foram mais marcantes? Por quê?

E.C.: Bom, o que mais me marcou foi cantar o Requiem de Verdi no Teatro Municipal de São Paulo em quatro apresentações seguidas,foi a minha estréia no teatro, junto a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e os Corais Lírico e Paulistano sob a regência do Maestro Tulio Colaccioppo.Pra mim foi uma das experiências mais emocionantes da minha carreira, jamais esquecerei!


G.E.: As oportunidades para cantores líricos em nosso país são muito escassas. Como você vê essa evasão dos nossos cantores para outros países, em busca de trabalho e reconhecimento?

E.C.: Eu acho saudável essa saída, mas ao mesmo tempo penso que seria maravilhoso se aqui no Brasil pudéssemos aproveitar todos os talentos que existem aqui. Eu acredito que essa evasão ocorra exatamente porque não

podemos suprir todas os cantores que temos por aqui e se temos a oportunidade de ir estudar fora ou trabalhar , temos que ir sim. Estando lá fora, apesar do meio ser muito mais competitivo, aprendemos a ver o mundo profissional e a encarar nossa vida de uma forma diferente.


G.E.: Qual a sua expectativa para o futuro do canto lírico aqui no Brasil?

E.C.: A minha expectativa é sempre muito boa , acredito e torço para que as coisas mudem e que a gente possa ter mais oportunidades de trabalho e de aprimoramento profissional. Temos muitos jovens estudando canto lírico e isso faz com que se perpetue essa vontade de aprimorar essa arte tão maravilhosa que é cantar!



G.E.: Fale-nos um pouquinho dessa montagem que você fará em julho no Uruguai, interpretando "Donna Elvira" na ópera "Don Giovanni", de W.A.Mozart.

E.C.: Nossa !! Foi uma oportunidade maravilhosa que surgiu na minha vida , estou muito feliz com o convite! A ópera acontecerá no Teatro Solis de Montevideu com a Orquestra Nacional de Praga sob a regência do maestro Oliver Von Donhanyi. Torçam por mim!!! (risos)

G.E.: Além dessa ópera há mais apresentações programadas? Onde poderemos prestigiar o seu trabalho?


E.C.: Tenho uma vesperal lírica em outubro na Sala Olido em SP, Amelia al Ballo de G.Menotti, conto com a presença de todos e muito obrigado pela entrevista!


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