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L. Gustavo Petri, um dos maiores nomes da regência no Brasil, criou e é o regente titular da Sinfônica de Santos já há dez anos, sendo responsável pela vísivel ascenção e atuação social da orquestra na região.
A carreira de Petri é marcada por sucessos com regente, compositor e diretor musical.
É um dos responsáveis pela difusão da música erudita na Baixada Santista através da implantação de projetos como Do-Ré-Mi, para as crianças da região; o “Conversas Musicais” para formação de público “Viajando com a Sinfônica” entre outros.
Desde 2003 faz parte da direção executiva do Festival Música Nova de Santos.
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Como teve início sua carreira de regente?
Desde pequeno me interessei por música. Minha mãe (Heloisa Petri) é
cantora profissional e meu pai era um aficcionado por música de
concerto. Ouvia a Rádio Cultura FM 24 horas por dia. Comecei a estudar
piano aos 7 anos e já gostava de me imaginar regendo. Em 1986 comecei a
freqüentar os ensaios da Orquestra Jovem Municipal (atual Experimental
de Repertório) e comecei a ter aulas com o Mto. Jamil Maluf. Em 1987
fiz meu primeiro concerto com a Jovem e daí pra frente fui evoluindo
até a situação atual.
Como é o seu trabalho com a Orquestra Sinfônica de Santos, criada por
você?
É um trabalho maravilhoso. Fundei a orquestra em 1994, começamos o
trabalho em 1995. No começo éramos apenas 16 músicos agora somos 42 e
temos feito grandes produções. Meu trabalho aqui é tanto artístico
quanto administrativo e me empenho em divulgar ao máximo a música de
concerto. Além dos concertos com a Orquestra em nossa casa, o Teatro
Municipal Brás Cubas, levo a orquestra para locais diversos na cidade,
bem como na própria região. Criei dois projetos para crianças: o
Dó-Ré-Mi e o Fá-Sol-Lá. São concertos didáticos com a orquestra e o
quarteto Martins Fontes. No Dó-Ré-Mi as escolas levam as crianças aos
concertos e no Fá-Sol-Lá o quarteto visita as escolas. Atendemos cerca
de 6000 crianças por ano com um retorno gratificante. Muitas delas se
tornam nosso público e outras ainda saem com vontade de se tornar
músicos.
Conseguimos também nestes quase dez anos envolver a sociedade e temos
conseguido bons patrocínios, principalmente após o aparecimento do
Instituto Cultural Aplauso, uma ONG que viabiliza os projetos da
orquestra em parceria com a Prefeitura de Santos.
Artisticamente a orquestra evoluiu muito nestes últimos dez anos,
atingindo boa qualidade em seus concertos e recebendo grandes solistas
como Nelson Freire, Antonio del Claro, Rosana Lamosa, Fernando Portari
entre tantos outros.
Fale-nos sobre o Festival Musica Nova de Santos.
O Festival Música Nova é realizado desde 1961 sendo o evento mais
antigo desta categoria que ainda se mantém atuante. Sempre liderado
pelo compositor santista Gilberto Mendes se tornou um dos mais
"tradicionais" festivais de música contemporânea. A Sinfônica de Santos
participa do festival desde 1996 e desde 2003 é responsável por sua
organização em parceria com o Centro Universitário Mariantônia (USP) e
com o APLAUSO. Sempre trazendo grandes atrações internacionais o
Festival têm conseguido atrair mais grandes grupos brasileiros como a
Sinfonia Cultura, a Banda Sinfônica do Estado, a OSUSP, o Hespérides,
entre outros. Nesta última edição conseguimos um patrocínio inédito da
PETROBRÁS.
Você foi o responsável aqui no Brasil pela estréia de "Candide" de
Bernstein. Como foi este trabalho?
Este trabalho foi resultado de um trabalho em equipe entre mim, Jorge
Takla, diretor, Charles Möeller, cenógrafo e figurinista e Cláudio
Botelho, tradutor. Foi uma oportunidade única de entrar em contato com
esta obra vibrante de Leonard Bernstein sobre o texto de Voltaire.
Tendo Fernando Portari como protagonista além de grandes cantores e o
Coro e Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro esta produção de
2001 foi tão bem sucedida que retornamos no ano seguinte para mais
algumas récitas.
A música de Bernstein por si só já é contagiante. Com o trabalho de
Takla e Möeller, e a qualidade dos intérpretes. a apresentação que
originalmente era para ser feita em concerto acabou se transformando em
uma encenação divertida e emocionante. Sinto-me honrado em ter
participado desta estréia.
Em que consiste o seu trabalho como compositor?
Meu trabalho como compositor foi mais dirigido à música incidental.
Compus muita música para teatro e alguma para cinema. Meu primeiro
trabalho importante foi a música de cena para "Lago 21" de Jorge Takla.
Entre vários outros. eu guardo com carinho: Pequenos Burgueses,
Parzifal, Cidades Invisíveis, Do Amor de Dante por Beatriz... Também
fiz alguma música para cinema em filmes dos diretores Bruno de André e
Andrea Tonacci.
Qual o concerto que você considera o mais marcante em sua carreira?
Fora o primeiro em 1987 com a Jovem Municipal de SP, regendo a
Inacabada de Schubert, há alguns concertos que marcaram minha carreira.
O concerto de estréia da Sinfônica de Santos em 1995 marcou o início de
meu trabalho como titular. A apresentação frente à OSESP em 2002, com
Shlomo Mintz, foi muito gratificante. Minha primeira ópera no Teatro
Municipal de SP: Morcego. Candide no Rio de Janeiro. Os dois concertos
com Nelson Freire na Sinfônica de Santos. Traviata em Santos, com
Rosana Lamosa e Fernando Portari. Uma quinta de Mahler e outra quinta,
de Prokofiev, com a Orq. Sinf. do Paraná. Todos meus concertos com a
Municipal de S. Paulo. E muitos outros pelo Brasil afora.
Quando poderemos assisti-lo?
Quem quiser saber onde ando pode acessar minha agenda atualizada no meu
site: http://www.msdesigns.com.br/lgpetri. Na coluna à esquerda do site em
português há um botão agenda.
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