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Tenor, natural de Blumenau (SC), bacharel em Letras, estudou flauta doce, violino e regência coral.
Em 1995 transferiu-se para Curitiba para estudar canto com Neyde Thomas. Em 1996, passou a integrar a Camerata Antiqua de Curitiba, na qual atuou como solista em diversas cantatas e oratórios de compositores barrocos, como Bach, Schütz, Buxtehude, entre outros.
Desde 1998 vem atuando como solista junto a diversas orquestras brasileiras, destacando a Missa Solene de Gounod e o Requiem de Mozart com a OSPA, The Messiah de Haendel e Missa em sol Maior de Schubert com a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro, Oratório de Natal de Bach com a Orquestra de Câmara da ULBRA.
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Ainda em 2005, atuará nas seguintes produções: “Die Zauberflöte” (Tamino) de Mozart no Festival Aldo Baldin, em Florianópolis; “A Viúva Alegre” (Camille) de Franz Lehar, em Ipatinga (MG); além de solar em “Weihnachts-Oratorium” de Bach com a Camerata Antiqua, em Curitiba e “The Messiah”, de Handel,
com a Orquestra de Câmara de Blumenau, em Blumenau.
Guia Erudito:O que o levou a estudar canto lírico?
Marcos Liesenberg : Desde cedo a música se fez presente na minha vida. Cantava-se em casa, na igreja, no clube. Passei por vários coros. Num dado momento, quando comecei a fazer solos num deles, senti a necessidade de adquirir técnica e não cantar simplesmente com a natureza de minha voz. Nesta altura eu cantava peças sacras, populares e folclóricas. O contato com minha orientadora vocal até os dias de hoje, Neyde Thomas, me descortinou o mundo lírico. Confesso que antes disso, eu nem simpatizava com aquele jeito empolado de cantar. Mas a partir daí, nasceu um amor, um vício (risos) que se transformou em minha profissão.
G.E.:Conte-nos a respeito dos CDs de música colonial que você tem gravados.
M.L.: Até o momento são quatro cds gravados, dos quais tomo parte como solista. NOVENAS, que consiste de três novenas do Pe. José Maurício Nunes Garcia (Novento do Apóstolo São Pedro, Novena do Santíssimo Sacramento e Novena de Nossa Senhora do Carmo); MATINAS DE NATAL, de João de Deus Castro Lobo; DE CAPELLA, com obras do Pe. José Maurício Garcia Nunes para órgão, coro e solistas, todos com o Coral Porto Alegre e regência do maestro Ernani |

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Aguiar. O quarto cd, com a MISSA DE SANTO INÁCIO, de Domenico Zipoli, foi gravado com a Orquestra e o Madrigal UNISINOS, sob a regência do maestro Roberto Duarte. É importante resgatar a música deste período e sinto-me feliz em participar do registro da mesma.
G.E.:Qual a importância da música de câmara na carreira de um musicista?
M.L.: Tenho muito prazer em fazer música de câmara, especialmente lieder e chansons.
A música de câmara permite ao musicista um desenvolvimento maior de sua capacidade interpretativa, como a exploração de nuances sonoras, de expressividade, por exemplo. Outro fator é a proximidade maior tanto com os músicos que te acompanham e, sobretudo, com o público, com quem ocorre
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uma interação maior. Quando “faz câmara” ao vivo, o cantor é ele mesmo, desnudo, sem figurino perante a platéia. Acho que é uma prova de fogo para o artista. Paralelos aos compromissos com óperas e concertos, realizo anualmente dois programas de música de câmara. Este ano cantei Dichterliebe, de Schumann, lieder avulsos de poetas austríacos,de Schubert, e Zigeunerlieder, de Brahms. |
G.E.:Como foi o período em que você fez parte da Camerata Antiqua de Curitiba, considerado um dos melhores grupos vocais brasileiros?
M.L.: Integrar a CAMERATA ANTIQUA de Curitiba foi um marco divisor em minha vida. Foi meu ingresso profissional na música. Aí comecei a crer no meu potencial e a desenvolvê-lo com responsabilidade. Foi uma oportunidade única de participar de um grupo conceituado, como coralista e solista. Gosto muito de música barroca e acabei me especializando nos evangelistas dos oratórios e paixões de |

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Bach. Foi através da Camerata que esse desenvolvimento se tornou possível. Hoje como solista, considero fundamental ter participado de coros, por ter adquirido o “ouvido do conjunto”. Sucesso e vida longa à CAMERATA ANTIQUA !
G.E.: A ópera Zaíra, de Bernardo José de Souza Queiroz foi um marco no Festival de Musica Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora, por ter sido recuperada e restaurada. Você interpretou o protagonista masculino (Orosmane). Fale um pouco sobre esta experiência.
M.L.: Criar uma personagem de zero realmente não é das tarefas mais simples. No caso específico da montagem heróica de Zaíra de Bernardo Souza Queiroz, em Juiz de Fora, foi um pouco mais complicado ainda, devido às condições reinantes. Tínhamos pouquíssimo tempo para pôr a ópera de pé. Todos, cantores,
orquestra, direção, estávamos
empenhados ao máximo e creio que,
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dentro das possibilidades, fizemos o melhor que pudemos.
O personagem Orosmane canta numa tessitura muito ampla, às vezes assustadoramente grave e repentinamente superaguda, exigindo bastante esforço técnico. Foi para mim uma experiência marcante, pelo fato de, pela primeira vez, ter dado vida a uma personagem, já que a ópera jamais havia sido encenada anteriormente. |
G.E.:E o que vem por aí? Onde poderemos assistí-lo futuramente?
M.L.: Estou feliz por estar constantemente com o pé na estrada. Estou prestes a estrear A Flauta Mágica, de Mozart, no papel de Tamino, no Festival Aldo Baldin, em Florianópolis, dia 05/11/05, estendendo-se até 08/11. Depois canto Camille de A Viúva Alegre, de Franz Lehar, dias 25 a 27/11/05 em Ipatinga (MG). Na seqüência, em dezembro, solo árias e evangelista do Oratório de Natal, de Bach com a Camerata Antiqua em Curitiba e O Messias, de Händel, com a OCBLU, em Blumenau. O ano de 2006 : A Flauta Mágica, Aquiry, de Mário Lima Brasil, Paixão segundo Mateus, de Bach, O Messias, Die sieben letzten Worte des Erlösers am Kreuze, de Haydn, com a OSESP, entre outros. Além disso, estarei audicionando na Alemanha e Áustria em janeiro.
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