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Rosana Lamosa é uma das mais requisitadas cantoras do país, apresentando-se com as principais orquestras brasileiras sob regência de grandes maestros. É detentora de dois prêmios APCA e dois prêmios Carlos Gomes como melhor cantora erudita. Em sua carreira destacam-se Il Guarany, Manon de Massenet, Magdalena de Villa-Lobos, Elvira em D Giovanni, Crepúsculo dos Deuses, Siegfried, Rosalinde em Die Fledermaus, La Sonnambula, Gilda em Rigoletto, Adina em L’elisir d´amore, Susanna em As Bodas de Fígaro, Nannetta em Falstaff, Romeo e Julieta de Gounod. Em sua discografia incluem-se Canções de Amor de Santoro e Vinícius de Moraes nos selos Funarte e Olympia Records com Marcelo Bratke, a ópera Jupyra de |
Francisco Braga no selo Bis com a OSESP e com a Nashville Symphony Orchestra as Bachianas nº5 de Villa – Lobos pela Naxos. É professora conferencista da Faculdade de Música da USP-Ribeirão Preto.
Guia Erudito:Como foi o início de sua carreira como cantora no Brasil?
Rosana Lamosa: Comecei meus estudos de canto no Rio de Janeiro, com Vera Maria do Canto e Mello e depois de uma experiência em NY com o Prof. Franco Iglesias, mudei-me para São Paulo onde começei a estudar com a Prof. Leila Farah. Considero esses meus grandes mentores.
Minha estréia profissional foi em "As Bodas de Fígaro", no papel de Barbarina , com o maestro Jamil Maluf e direção de Jorge Takla. O maestro Maluf foi responsável por grandes oportunidades e por alguns dos principais papéis de meu repertório, tendo feito com ele "Orfeu e Eurídice", "La Traviata", "La Bohème", "Romeo e Julieta" e "Don Giovanni". Enfim tenho com o Theatro Municipal de São Paulo uma relação de afeto muito forte e mais do que em qualquer outro lugar, me sinto em casa em seu palco.
G.E.:Por que você resolveu estudar fora do país?
R.L.: Estudar fora do Brasil é algo que eu sempre recomendo não só como forma de se estar em contato com outras fontes de conhecimento mas também como experiência de vida. Acho fundamental o cantor ter a dimensão desse universo muito particular, especialmente do solista. É uma experiência fundamental na formação de um profissional. Além do que, estamos falando de um tipo de arte que cresce muito a cada dia no Brasil, apesar de nossa pouca tradição, mas que é referência em outros países. Portanto viajar |

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e estudar fora é mesmo uma necessidade.
G.E.:Você tem um repertório de compositores brasileiros muito vasto, tanto operístico quanto camerístico, inclusive em gravações de CDs. Como foi a escolha deste repertório para as gravações?
R.L.: Acho que como tudo em minha carreira, as coisas foram meio que acontecendo .Com Claudio Santoro tive a oprtunidade maravilhosa de fazer a éstréia mundial de sua ópera "Alma". Já conhecia as canções que vim gravar algum anos depois, mas fiquei fascinada pela ópera. Adoraria poder fazê-la novamente, agora que a partitura foi finalmente editada, pois naquela ocasião sofremos muito com o material disponível. Aliás esse é infelizmente um dos problemas que mais dificulta a execução de obras de nossos compositores. Muitas vezes o intérprete precisa decifrar o que está nas partituras, o que acaba gerando muitos erros. Gosto muito e acho essencial poder me expressar em minha própria língua.
Gravei com a OSESP a "Jupyra" de Francisco Braga e agora acaba de sair na Europa e EUA minha gravação das "Bachianas n° 5" de Villa-Lobos pela Naxos com a Nashville Symphony , que deve chegar no Brasil em fevereiro. E agora em dezembro deve sair aqui no Brasil, pela Revista Concerto, o CD das "Canções do Amor e Canções Populares" de Santoro que gravei em Londres com Marcelo Bratke.
G.E.:Das óperas que você fez, qual a mais marcante? Por quê?
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R.L.: Acho que tenho a sorte de poder ter boas recordações de quase todas as produções de que participei mas dentre todas tenho um especial carinho pela "Manon" de Massenet, talvez por ter sido um projeto sonhado e acalentado e sobretudo por que tive grandes parceiros, o maestro Luiz Fernando Malheiro e o diretor Aidan Lang. Com esses diretores eu entro em qualquer projeto! |
G.E.: "Enquanto estiverem acesos os avisos luminosos" é uma produção atípica no que se refere à carreira de um cantor lírico. Como surgiu esta idéia?
R.L.: Conheço e admiro o trabalho do Arrigo Barnabé há muito tempo. Sempre o achei um grande compositor. Quando ele me ligou pra me convidar para o projeto eu topei na hora mesmo sem ele sequer ter escrito a partitura ainda! Adorei conhecê-lo melhor, sua disponibilidade, amabilidade e gentileza. Ele é uma pessoa adorável. Me ajudou em todos os momentos. E tive a |

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oportunidade de trabalhar com atores maravilhosos como o João Signorelli, que fez o Santos Dumont e a Denise Assunção. Foi um projeto instigante e muito díficil, que exigia muito mais do que simplesmente cantar e que por isso mesmo foi um desafio que valeu a pena!
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G.E.:E a partir de agora, quais os seus projetos?
R.L.: Como disse anteriormente, as coisas vão se direcionando sem que eu planeje exatamente. Em dezembro tenho ainda alguns concertos com a OSUSP em SP, com a OSB com o Minczuk no Rio e Belém. E para 2006 estou feliz de cantar em São Paulo dois papéis, "Suzanna" e "Pamina", que me fazem sempre lembrar o porque de eu achar Mozart um dos meus compositores favoritos. Faço ainda minha estréia na Inglaterra cantando "Armida" de Gluck no Festival de Buxton. E vou me dedicar a divulgar no Brasil e no exterior os CDs que gravei recentemente. |
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