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Trio Brasileiro - 30 anos
Maio/2005
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Em janeiro de 1975, durante o Festival Internacional de Música de Curitiba, reuniram-se pela primeira vez o pianista Gilberto Tinetti, o violinista Erich Lehninger e o violoncelista Watson Clis, para ensaiar e preparar em pouco mais de uma semana, o Trio de Maurice Ravel. Desafio instigante, ainda que
assustador: trata-se de uma obra importante, belíssima, mas de execução extremamente complicada.
A apresentação pública aconteceu no Teatro Guaíra, exatamente no dia 17 de Janeiro de 1975, e os três músicos se entenderam muito bem em seu trabalho artístico: o desafio tinha valido a pena.
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E logo veio a ideia inevitável: por quê não continuar? Estava por ali o empresário Walter Santos, que “batizou” o conjunto de TRIO BRASILEIRO. Aconteceram os primeiros convites, os primeiros recitais. No Rio de Janeiro, a estréia ocorreu na Casa de Rui Barbosa e foi saudada no “Jornal do Brasil” com
um artigo do compositor Edino Krieger: “É realmente excepcional esse novo conjunto, surgido quase ao acaso, do encontro de seus três integrantes no Festival de Música do Paraná. Excelentes instrumentistas, dotados de uma sensibilidade musical extrema, eles próprios por certo sentiram que o encontro casual não poderia ser uma experiência isolada, confinada ao tempo e ao espaço exíguo de um festival. Há entre eles uma afinidade maior, um tal entendimento de técnica e de intenções, que seria realmente um desperdício
não continuar um trabalho em conjunto.”
Faz 30 anos que isto aconteceu: nestas três décadas de atividade ininterrupta, o TRIO BRASILEIRO, sempre com a mesma formação original, tocou pelo Brasil afora, nas mais conhecidas e conceituadas salas de concerto, atuou nos mais importantes festivais de música do país, além de se apresentar nos Estados Unidos, Alemanha, França, Portugal e Colômbia. Suas gravações para os selos Philips e Eldorado abrangem obras de Beethoven, Schubert, Schumann, Mendelssohn, Brahms, Ravel, Marlos Nobre.
O grupo tem sido reconhecido pela crítica especializada e pelo público como um dos mais importantes exemplos de trabalho musical sério, requintado e de alto nível, no meio musical brasileiro. Em 1999 o TRIO BRASILEIRO recebeu em São Paulo o Prêmio Carlos Gomes, na categoria ‘melhor conjunto de câmara”.
Em 2004 o TRIO BRASILEIRO lançou um CD pelo selo Lami, voltado para o repertório contemporâneo brasileiro, com Trios de Francisco Braga, Radamés Gnattali, Osvaldo Lacerda e Almeida Prado. Este último dedicou ao conjunto o seu “Trio Marítimo”. Outra obra dedicada ao TRIO BRASILEIRO é “Alternâncias” de Ronaldo Miranda.
Agora em 2005, para comemorar o 30º aniversário, o TRIO BRASILEIRO lança mais um CD, este independente e contendo o “Trio nº 1 op. 99" de Schubert e o “Trio op. 63" de Schuman – são gravações feitas na década de 1980, editadas originalmente em LP. O concerto “Comemorando os 30 anos” marca também o lançamento oficial do CD.
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