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André Heller (diretor cênico)

André Heller está trabalhando na equipe de direção de Keith Warner, que estará à frente de As Valquírias de Richard Wagner, no Covent Garden, em Londres. No elenco estão Plácido Domingo e Bryn Terfel. Heller reside atualmente em Londres, onde é contratado pela Royal Opera House, Covent Garden e já trabalhou nas produções de La Forza del Destino (no Scala de Milao), La

Traviata, Cosi Fan Tutte, Un Ballo in Maschera e La Boheme.

No momento, Heller estréia a ópera La Boheme de Puccini, montagem que existe desde 1974. No elenco, Angela Gheorghiu e, Rolando Vilazon, tenor sensação do momento.
O próximo trabalho de Heller será em julho. Ele dirigirá um Concerto de Verão que encerra a temporada do Covent Garden que tem como tema Shakespeare e as obras Otello, Sonho de Uma noite de Verão, Troilus e Cressida, Hamlet e Romeo e Julieta.

Na temporada 2003-2004, no Royal Opera House, Covent Garden, trabalhou na equipe de direção de “Madama Butterfly” e “Tosca” (Puccini), “Sweeney Todd” (Sondheim), na estréia mundial de “The Tempest” (Thomas Adès), “The Rape of Lucretia” (Britten) e “Ariadne auf Naxos” (Strauss). Ainda dirigiu a estréia da ópera "Der Kaiser Von Atlantis" de Ullmann, em um programa duplo com o primeiro ato de “Così fan Tutte" de Mozart, concerto regido por Antonio Papano.

Na temporada 2004-2005 foi convidado pelo Covent Garden, para dirigir o espetáculo "Diário de um Desaparecido" de Janacek.
Em outubro, depois do final do contrato de dois anos com o Covent Garden, foi oferecido um contrato para a remontagem do Baile de Máscaras de Verdi. Heller segue depois para a Rússia, onde vai a convite do Covent Garden, estagiar em Kirov.

Nascido em 1971, o diretor André Heller é Mestre pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro,onde lecionou e encenou produções como Der Freischüt e, Le Nozze di Figaro. É Pós-Graduado em Música, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com extensão no Mestrado em Teatro da Uni-RIO. Em teatro, estudou com Sérgio Britto, Walmor Chagas, Cleyde Yáconis e Eduardo Wotzik. Fez cursos de Expressão Corporal e Técnica de Alexander com Angel Vianna e com a Sociedade Brasileira de Técnica Alexander. Participou de Masterclasses na Britten-Pears School for Advanced Musical Studies, Inglaterra.
Desde 1996, reúne em seu currículo uma intensa atividade no Brasil e no exterior, com passagens pela Ópera de São Francisco e Metropolitan Opera de New York.

Em 1997, foi um dos fundadores da Cia. de Ópera do Rio de Janeiro, grupo voltado para desenvolvimento de novos artistas e formação de platéia.

Na San Francisco Opera Center - Merola Opera Program, em 2001, prestigiado centro de formação operística, Heller foi o primeiro brasileiro a ser convidado para participar. Por seis meses participou de masterclasses com Regine Crespin, montou três óperas, trabalhando, entre outros, com John Copley, cuja produção de “Così fan Tutte” remontou para a turnê americana do Western Opera Theatre e estagiou, em 2002, na produção de "Il Pirata", para o Metropolitan de Nova York.
No Brasil, destacou-se na montagem de um repertório variado em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Manaus, abrangendo desde a ópera até a música de câmara, muitas vezes desenvolvendo também roteiros, figurinos, cenários ou desenhos de luz.

Entre as suas principais realizações poderiam destacar-se “A Ópera dos Três Vinténs” (Weill); a première brasileira dos “Cânticos” de Britten e de “L' Oca del Cairo” de Mozart; e a primeira versão cênica dos “Kindertotenlieder” de Mahler.
Menção especial para as produções de “Cavalleria Rusticana” de Mascagni, apresentada ao ar livre para mais de 20.000 pessoas, assim como a encomenda de novas óperas brasileiras como: “Anjo Negro” de João Guilherme Ripper, foi a primeira ópera a ser baseada em obra de Nelson Rodrigues e a ópera de câmara “Domitila”, do mesmo compositor, que recebeu o Prêmio APCA/2001. Nomeado Coordenador de Ópera do município do Rio de Janeiro em 2003, criou o projeto "Ópera no Bolso", encenando 7 pockets óperas, vistas por mais de 15.000 crianças. Foi indicado ao Prêmio Carlos Gomes, em 2003.

Já dirigiu produções com os maestros Abel Rocha, Antonio Pappano, David Sirus, Luiz Fernando Malheiro, Paul Geminiani, Philippe Augin, Sir Colin Davis, Stephane Denéve e Thomas Ades. E já atuou com os diretores Christof Loy, Daniel Helfgot, Jonathan Miller, John Copley, John Cox, Keith Warner, Leon Major, Neil Armfield, Patrizia Frini, Richard Eyre, Tom Cairms, entre outros.


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