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Editora
Veredas lança o livro
"Cartas Vienenses"
de W.A. Mozart
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A Editora Veredas está lançando, pela
primeira vez em língua portuguesa, a edição
completa das cartas de W.A. Mozart referentes ao
período vienense. Ele chega a Viena em março
de 1781, com vinte e cinco anos de idade, e lá
passará o resto de sua curta vida. O livro
nos conduz pelos últimos dez anos da vida
do compositor, os anos dos grandes confrontos, dos
grandes sucessos, das grandes obras - e da grande
crise.
A maioria das vezes os autores de ensaios e biografias
recorrem às cartas - ou melhor, a trechos
delas- apenas com o intuito de justificar seus pensamentos.
Uma edição contendo todas as cartas
permite ao próprio leitor formar sua imagem
sobre o seu personagem.
Dos retratos que restaram à posteridade não
se pode concluir com segurança de como era
a aparência física de Mozart; as centenas
de obras que deixou para nós podem ter muitas
interpretações e nunca saberemos qual
é a mais verdadeira, permanecendo para sempre
apenas um livro de eterna beleza - assim, temos
que nos contentar com a coletânea de cartas,
pois elas nos oferecem, de fato, um retrato confiável
de Mozart como pessoa. Na medida que lemos as cartas
na ordem cronológica, seu autor surge vivo
na nossa frente, e com a sua naturalidade, franqueza,
o coração caloroso, ele aceita-nos
como seus amigos; amizade em cujos raios agradáveis
quase esquecemos, não sentimos, a diferença
que existe entre nós, simples mortais, homens
comuns, e ele, um dos maiores gênios de toda
a história da humanidade. E na medida que
lemos os seus escritos, pouco a pouco devemos perceber
que justamente essa voz dirigida a todos, a voz
de Mozart, é também o fundamento de
sua música. Da mesma maneira como a voz de
sua vida cotidiana, a música de Mozart também
desperta em nós o amor; apenas não
conseguimos descobrir o truque espiritual com que
passa dos acontecimentos do dia-a-dia às
maravilhas do mundo dos milagres.
Acreditamos, que essas cartas aproximarão
Mozart não só daqueles que até
agora estavam distantes dele, mas também
dos que já estavam dentro de seu círculo
de encantamento e que agora serão ligados
com laços mais íntimos à fonte
vivificante que a sua arte representa.
A T E N Ç
à O ! ! ! ! !
A
Editora Veredas reserva um desconto
especial aos leitores do Guia Erudito. O
preço de tabela do livro é R$ 49,00
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Saiba mais sobre os outros livros sobre música
lançados pela Veredas:
ESTER HALAM MEYNELL
PEQUENA CRÔNICA DE ANNA MAGDALENA BACH
Musicóloga, especialista em J.S.Bach, Esther
Hallam Meynell optou pelo anonimato quando lançou
em 1925, na Inglaterra, a obra Pequena crônica
de Anna Magdalena Bach. A autora emprestou a voz
de Anna Magdalena Bach, segunda mulher do compositor,
organizando o livro na forma de um diário
imaginário desta. Entretanto, o rápido
sucesso alcançado pelo livro - em grande
parte devido à autenticidade de uma escrita
amorosa - obrigou Ester Meynell a se revelar alguns
anos mais tarde.
O diário se inicia com o primeiro encontro
de Anna Magdalena e Johann Sebastian, ocorrido em
1720. Nessa época Bach já tinha sete
filhos, do primeiro casamento - teria mais treze
com Anna Magdalena, sendo que destes sete morreriam
ainda pequenos -, já compusera os Concertos
de Brandenburgo, assim como a primeira parte de
O Cravo bem temperado e as seis Suites para violoncelo
solo.
Ouvindo Bach tocar órgão num daqueles
dias do ano de 1720, Anna Magdalena, filha de músico
e ela mesma musicista, soube que havia encontrado
um gênio. Essa primeira emoção
não a abandonaria mais, e a tornaria a ouvinte
mais fiel e atenta das paixões e dos tormentos
do compositor.
Em Pequena crônica de Anna Magdalena Bach
tem-se uma narração íntima
e fiel do cotidiano de Bach, relatando sua exigência
e bondade para com os alunos e também as
difíceis relações com os seus
superiores autoritários e com os invejosos,
a paixão pelo órgão, o seu
virtuosismo, a relação com os filhos
etc. Mais do que uma simples descrição
da vida de Bach, esposo, pai, professor e compositor
genial, o livro exibe uma visão intimista
e profundamente amorosa da escritora para com seu
amado artista.
Apesar da forma de ficção, o livro,
de autoria de uma musicóloga conceituada,
e produto de longa pesquisa, nunca perde a confiabilidade,
servindo, assim, de leitura prazerosa tanto aos
profissionais e estudantes de música como
ao grande público.
EDUARD MÖRIKE
VIAGEM DE MOZART A PRAGA
Eduard Mörike (1804-1875), autor deste clássico
e também poeta - muitos de seus poemas foram
musicados por grandes compositores românticos
-, é uma importante figura da literatura
alemã do século XIX. Escreveu esta
novela, publicada em 1856, baseando-se num fato
realmente ocorrido: no outono de 1787 o compositor
viajou com a mulher Constanze a Praga, onde iria
assistir à estréia da sua ópera
Don Giovanni. Após o grande sucesso em Praga
de As bodas de Fígaro, a teatro local lhe
encomendara uma nova ópera.
O autor tenta descrever-nos com fidelidade um Mozart
alegre e amável, sujeito, no entanto, a períodos
de mau humor; a novela se localiza no momento quando
já se aproximam as sombras que anos mais
tarde podem ter contribuido à sua morte prematura.
"...seu coração fora tomado por
um temor secreto pelo grande artista, cuja imagem
amável lhe proporcionara tanta alegria; mais
tarde, durante todo o tempo em que Mozart tocava,
em meio àquela beleza inexprimível,
e aos calafrios que a música lhe causava,
esse pressentimento angustiante crescia cada vez
mais em sua alma; e finalmente ela ficou surpresa
e perturbada com tudo que Mozart contou de si mesmo,
confirmando as suas apreensões. Bem no íntimo
ela firmou a certeza de que o ardor desse homem
o consumia rápida e irresistivelmente, que
ele era apenas uma aparição fugidia
na Terra, porque na realidade ele próprio
não era capaz de suportar a imensa torrente
que brotava de si."
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