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Glacimere Oliveira (mezzo-soprano)

Glacimere Oliveira iniciou estudos elementares de música com o Maestro Mauro Pimenta, em Taubaté. Em 1997, foi encaminhada pelo Organista e Cravista Darwin Alexandre Ronconi da Rocha à classe do Prof. Luiz Antônio Diniz, na Escola Municipal de Música, Artes Plásticas e Cênicas Maestro "Fego Camargo", onde estuda até a presente data.

Participou de Master-Class com Prof. Parcival Módolo, e com a Profª. Pianista, Organista e Cravista Míriam Carpinetti, com quem desenvolve intensa atividade de estudo musical, interpretativo e técnico, além de realizarem em conjunto vários concertos em diversas salas do país. Foi 1° lugar no XVIII Concurso Nacional de Música Cidade de Araçatuba em 2001.

É regente do Coro da Igreja Presbiteriana de Taubaté. Atuou como solista do Coro e Orquestra do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga Pró-música de Juiz de Fora - MG, sob orientação dos professores Neyde Thomas, Rio Novello e Joaquim Paulo do Espírito Santo, sob regência do Maestro Sérgio Dias.

Atuou como solista do Coro e Orquestra Sinfônica de Americana, sob regência do Maestro Carlos Lima. Finalista do VII Concurso Villa-Lobos em Vitória, Espírito Santo em 2004. Além dos estudos de Técnica Vocal com o Prof. Luiz Antônio Diniz, realiza estudos de repertório e interpretação com o Prof. Joaquim Paulo do Espírito Santo, que também atua como seu co-repetidor.

Segue a Crítica do Jornal La Nación, de Buenos Aires:

Fonte: Jornal LA NACION (http://www.lanacion.com.ar/809599)
Incorporar à atividade lírica da cidade de Buenos Aires uma ópera como "Norma" não é uma conquista de todos os dias, e o feito que "La Casa de la Opera" a tenha incluído em sua temporada atual, junto a outros títulos de não menores proporções, é um índice de uma elevação de qualidade muito louvável. A tempo de selecionar as vozes para este evento, todas elas de forte e definida caracterização, a começar pela protagonista, se deve criar um clima de luta interior entre o amor e o dever que inunda este drama trágico ao amparo da tradição grega, e saber levá-lo até sua consumação final.
Neste sentido "Norma" resulta em um espectáculo logrado, tanto pela encenação quanto por uma cenografia que, ainda que esquemática, consegue - mediante oportuna iluminação e um vestuário apropiado - recriar o ambiente do bosque sagrado dos druidas, espaço de cerimônias sagradas à luz da lua, de cenas dramáticas, sacrifícios e perjúrios contra o poder romano. Está claro que o peso maior recai na criação de uma heroína de grande energia cujas decisões, avaliadas por um gestual e domínio interpretativo convincente, assim como um domínio vocal sem fissuras, sejam capazes de conferir à ópera toda sua força expressiva.

Experiência e juventude
Em grande medida isto se cumpre graças ao desempenho da soprano Adelaida Negri. E deste desempenho se têm mostras convincentes, transposta a cena inicial do primeiro ato, quando aborda a famosa ária "Casta diva", e especialmente quando mantém um longo e expressivo dueto (lo fui così) com a sacerdotisa Adalgisa (a jovem mezzo brasileira Glacimente Oliveira), uma revelação pela qualidade de sua voz, sua cor, expressividade e domínio cênico, indícios indubitáveis de um futuro promissor condicionado a seu aperfeiçoamento vocal. Assim mesmo, deve ser destacada a intensidade expressiva da protagonista, seus contraditórios sentimentos sobre Pollione frente a sua servidora Clotilda (Silvia Duffy), esta última com um desempenho muito correto. Em todas estas intervenções se respeitou o melodrama belliniano na expressão de sua extensa e bela linha melódica.
A atuação do tenor Juan Tarpinian (Pollione), eficaz, conveio à personificação de um rude nobre romano, ainda que não tenha resultado da mesma forma nos duos com Adalgisa para expressar seu amor nascente. Bom timbre, afinação e acabamento expressivo foram exibidos pelo baixo Claudio Rotella (Oroveso). Gustavo Torella foi vocalmente um correto Flavio, se bem que sua encenação deixou a desejar.
A orquestra dirigida por Giorgio Paganini respondeu muito bem aos requisitos musicais da partitura; a abertura foi magnífica. Houve, na representação, algum desencontro com a cena, que não chegou a comprometer o resultado final.

Héctor Coda


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