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Marília Vargas (soprano)
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A
soprano Marília Vargas vem desenvolvendo
uma brilhante carreira no exterior, especialmente
na Europa. Dedica-se, por opção,
à música antiga, mas interpreta
com louvor papéis em óperas
dos períodos clássico e romântico.
Apesar de sua opção por estudar
fora do Brasil, sempre lutou para que seu
trabalho fosse reconhecido aqui em seu país,
o que está começando a acontecer.
Em nossa conversa, mostrou-se nítido
o seu contentamento por estar se |
apresentando em sua terra Natal. "Para mim
é uma imensa realização pessoal
poder me apresentar no Brasil", diz Marília.
Ela interpretou a parte de soprano na obra "Carmina
Burana" de Carl Orff, em Curitiba, no final
de maio. Foi aclamada pelo público e pela
crítica. Voltará ao Brasil em julho,
para dar aulas no curso de Canto Barroco do Festival
de Inverno de Londrina. Haverá também
neste mesmo Festival um Workshop sobre Ópera
Barroca com a cantora. Imperdível!
Nascida em 1977, a paranaense Marília Vargas
iniciou seus estudos de música aos 5 anos
de idade. Muito cedo descobriu o canto, e aos 12
anos passou a estudar com Neyde Thomas, até
hoje sua grande orientadora. Em 1996 mudou-se para
Basel, na Suíça, para estudar na Schola
Cantorum Basiliensis, e em 2001
| obteve
o Solisten Diplom com a terceira melhor
nota na história desta Instituição.
Desde 2002 esta jovem soprano continua seus
estudos na Konzert Klasse do tenor Christoph
Prégardien, na Musikhochschule Zürich,
Suíça. Paralelamente Marília
Vargas tem frequentado diversos cursos e
master
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class com grandes professores, entre eles a soprano
Montserat Figueras e Silvana Bartoli - Bazzoni.
Em 2001 ela recebeu o prêmio Talento artístico
do Paraná e foi vencedora do segundo lugar
no II Concurso Internacional de Canto Bidú
Sayão. Em 2002, recebeu uma bolsa de estudos
da fundação suíça Fridl
Wald-Stifftung e em 2003 foi vencedora do terceiro
lugar no VI Concurso Nacional de Canto Maria Callas.
No Brasil ela vem desenvolvendo uma intensa atividade
como concertista e professora em diversos festivais
de música, entre
eles a IV Semana de Música Antiga da URGS
e a Oficina de Música de Curitiba (2002,
2003). No concerto de encerramento deste festival
em 2002, ela cantou a IV Sinfonia de Gustav Mahler,
sob a regência de Osvaldo Ferreira.
Sob a regência do violinista Luís Otávio
Santos e a Orquestra Barroca do Festival de Música
Antiga de Juiz de Fora, ela gravou dois discos dedicados
à J. S. Bach e ao Barroco Brasiliero. Em
agosto de 2003 apresentou-se com a Den Haag Barock
Orchester na Sala São Paulo.
Ela acaba de ser solista na Carmina Burana, em 28,29
e 30 de maio de 2004, no Teatro Guaíra de
Curitiba, com a Orquestra Sinfônica do Paraná,
regência de Oswaldo Sangiorgi, com grande
aplauso de público e crítica.
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Marília
Vargas colabora regularmente com diversos
grupos de Música Antiga, com os quais
se apresenta por toda a Europa. Entre eles
estão o Ensemble Turicum; Les Flamboyants,
com o qual gravou seu |
primeiro CD em 1998; e La Capella Real de Catalunya,
sob a direção de Jordi Savall. Na
ópera ela interpretou Bastienne em Bastien
et Bastienne de Mozart (Théâtre Teufelhof,
Basel); Porporina na L’Opera Seria de Floriano
Gassmann e Cavaliere Almidoro na ópera La
Cecchina de Piccinni (Kleine Bühne - Theater
Basel); Alceste em Arianna in Creta de Händel
(Théâtre Scala Basel); Susanna em Le
nozze di Figaro de Mozart (sob a regência
de Jean Marie Curti, Genève); Megera em Celos
que aún del aire matan, ópera do compositor
espanhol Juan Hidalgo (Auditorium de Barcelona et
Wiener Konzerthaus, sob a regência de Jordi
Savall); e em fevereiro de 2002 ela debutou no Gran
Teatro del Liceu de Barcelona, como "La Ninfa"
na ópera Orfeo de Claudio Monteverdi, sobre
a regência de Jordi Savall.
Esta produção saiu em DVD pela Opus
Arte (BBC – London).
Em 2004, Marília Vargas cantou uma série
de recitais com a
| Aargauer
Symphonie Orchestrer (o programa incuia
as Trovas de Alberto Nepomuceno), em março
esteve no Japão pela primeira vez,
onde apresentou um recital com Árias
Italianas do Séc. XVII. Em maio fez
um recital de Árias de Concerto de
W. A. Mozart com a Zürcher Kammerorchester,
sob a regência de Howard Griffts,
no Teatro Tonhalle, em Zurique e em agosto
representará "Emmeline",
protagonista da ópera Die Schweizer
Familie de Weigl, em Viena, Zurique e na
Berliner Konzerthaus.
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